Montenegro garante “disponibilidade” a Seguro para trabalhar em prol dos portugueses

Marcelo Rebelo de Sousa felicitou António José Seguro e vai recebê-lo esta tarde.

Fevereiro 9, 2026

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou hoje António José Seguro por ter sido eleito Presidente da República e garantiu toda a disponibilidade do Governo para trabalhar em prol do futuro de Portugal.

“Quero nesta ocasião, em nome do Governo, dirigir uma palavra de felicitação ao doutor António José Seguro, Presidente da República eleito, tive já a ocasião de falar com ele, como tive também a ocasião de falar com o doutor André Ventura, candidato vencido neste segundo sufrágio”, afirmou Luís Montenegro na Casa Allen, no Porto.

O chefe do executivo garantiu ainda a António José Seguro, que foi apoiado pelo PS, toda a disponibilidade do Governo PSD/CDS-PP para, em conjunto, trabalhar em prol do futuro de Portugal com espírito de convergência.

“Para salvaguardarmos o interesse dos portugueses com toda a cooperação, com todo o sentido de servirmos Portugal e o povo português, de forma construtiva, de forma positiva e cada um ao nível da responsabilidade que a Constituição atribui”, referiu.

Montenegro ressalvou que o Governo vai continuar a cooperar com o Presidente da República.

“Fizemo-lo com o atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que também cumprimento nesta ocasião e que ainda está em exercício de funções, e vamos continuar a fazê-lo com o Presidente eleito, António José Seguro”, garantiu.

Não é a origem partidária dos percursos dos Presidentes da República que marcam o exercício do seu magistério e não será dessa perspetiva que o Governo olhará para o mandato de António José Seguro, salientou.

O chefe do executivo acredita que “daquilo que conhece” de Seguro não será difícil estabelecer uma relação de cooperação entre o Governo e a Presidência da República, respeitando as competências que a Constituição atribui a cada um deles e respeitando as posições políticas que o Governo tem e que o Presidente da República eleito tem sobre as mais variadas matérias.

“Em muitas circunstâncias são coincidentes, noutras poderão não ser, pelo menos à partida, e caber-nos-á no respeito da prossecução daquilo que é o interesse do país e da vida dos portugueses encontrar as plataformas de aproximar posições”, entendeu.

E com isso também, acrescentou, contribuir para na Assembleia da República contar com o esforço e a contribuição positiva de todos os partidos nela representados, em particular aqueles que têm um nível de representação que pode desequilibrar as votações mais importantes como, por exemplo, os orçamentos do Estado.

O primeiro-ministro aproveitou ainda para felicitar os portugueses por mais uma demonstração de “grande maturidade cívica”.

“Ficou bem patente pelo alto nível de participação, que não obstante as condições em que se realizou este sufrágio, mereceram efetivamente uma elevada participação por parte de todos, ao longo de todo o território nacional, mesmo nas regiões que vivem por estes dias grandes adversidades em virtude da situação meteorológica”, destacou.

Agradecendo também a todos aqueles que estiveram nas mesas de voto, o primeiro-ministro elogiou todos os autarcas, quer das câmaras municipais, quer das juntas de freguesia, que foram “inexcedíveis” na criação das condições que possibilitaram também que tudo tivesse decorrido com normalidade.

Marcelo felicitou Seguro e vai recebê-lo na segunda à tarde

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje o seu sucessor, António José Seguro, que venceu hoje a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.

Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado “telefonou a António José Seguro para o felicitar pela sua vitória nas eleições presidenciais, desejando-lhe as maiores felicidades e êxitos para o mandato que os portugueses lhe atribuíram”, que se iniciará em 09 de março.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a António José Seguro “toda a disponibilidade para assegurar a transição institucional” e “para esse efeito o Presidente eleito será recebido, em Belém, amanhã às 16:00”, lê-se na mesma nota.

António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, venceu hoje a segunda volta das eleições presidenciais, que disputou com o presidente do Chega, André Ventura.

Pelas 21:20, quando faltava apurar os resultados de 49 freguesias e de 12 consulados, António José Seguro tinha 66,6% dos votos, contra 33,4% de André Ventura.

Entretanto, a Presidente da República divulgou outra nota, a dar conta de que Marcelo Rebelo de Sousa “ligou a André Ventura, o segundo candidato apurado para a segunda volta das eleições presidenciais, cumprimentando-o pela sua contribuição para o processo institucional de eleição do Presidente da República”.

A meio de dezembro, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a intenção de convidar o próximo ou próxima Presidente da República para ir almoçar ao Palácio de Belém logo no dia seguinte à eleição, “para lhe passar a pasta da transição”. 

“A minha decisão será, sim, no dia seguinte à eleição do meu sucessor, na própria noite, convidá-lo, qualquer que ele seja, para ir almoçar comigo no dia seguinte a Belém, para lhe passar a pasta da transição e para, se for o caso disso, explicar o que for necessário no plano interno, no plano internacional”, disse na altura aos jornalistas, na Fundação Calouste Gulbenkian.

O Presidente da República referiu ainda que, como aconteceu no seu caso, quem lhe suceder na chefia do Estado terá um espaço para trabalhar no Palácio de Queluz entre a respetiva eleição — seja à primeira volta, em 18 de janeiro, ou à segunda, em 08 e fevereiro — e a posse, em 09 de março, que já “está preparado”.

No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu uma mensagem aos eleitores em que apelou à participação na segunda volta das eleições presidenciais, defendendo que votar significava vencer a calamidade e também afirmar a liberdade e a democracia.

“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia”, declarou o chefe de Estado, numa comunicação ao país, transmitida em direto a partir do Palácio de Belém.

Na sua última mensagem presidencial em véspera de eleições — que optou por não fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas –, o Presidente da República dirigiu-se em especial às “centenas de milhares” de portugueses afetados pelas recentes tempestades, os que perderam familiares ou as suas casas ou se sentiram isolados.

Neste contexto, em que foi declarada situação de calamidade em 68 municípios, e em que André Ventura defendeu o adiamento das eleições, não previsto na lei eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que muitos eleitores já tinham votado no passado domingo, “e também nas áreas devastadas”, no voto antecipado.

Por outro lado, recordou que as eleições presidenciais de 2021, em que foi reeleito, se realizaram em contexto de pandemia de covid-19 e de estado de emergência.

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