Publicado Estudo de Impacto Ambiental da extensão do Metro do Porto e metrobus à Trofa

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da extensão do Metro do Porto e metrobus até à Trofa foi esta quinta-feira publicado, estimando-se um custo de até 105,3 milhões de euros para a obra.

Abril 30, 2026

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da extensão do Metro do Porto e metrobus até à Trofa foi esta quinta-feira publicado, estimando-se um custo de até 105,3 milhões de euros para a obra.

“O custo de investimento relativo à implementação da Linha ISMAI-Paradela é de 100.949.737,93 euros, para a Alternativa 1, e para a Alternativa 2 será de 105.381.249,82 euros”, pode ler-se no EIA publicado no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e consultado pela agência Lusa, relativo à empreitada, mas habitualmente há mais despesas associadas, por exemplo, a material circulante, expropriações, projetos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração.

Em outubro de 2023, a Metro do Porto tinha estimado custos de 160 milhões de euros para este projeto.

Quanto à componente da construção, em causa estão duas alternativas de traçado que “apenas diferem no troço entre a estação Serra e Lantemil”, sendo que uma “considera um trecho à superfície e em viaduto (viaduto do Bougado)” com 60 metros e outro com 392,5 metros.

Ambas as alternativas preveem um tempo de obra de 2,5 anos e nove estações: “Ribela, pertencente ao sistema de metro, Muro (estação partilhada entre Metro e BRT [Bus Rapid Transit, vulgo metrobus]) e Serra, Lantemil, Bougado, Pateiras, Paços do Concelho, Trofa Sul e Interface Trofa, pertencentes ao sistema BRT”.

“Ambas as alternativas partilham um túnel rodoviário (túnel de Trofa), com uma extensão total de 523,50 metros e um poço de emergência associado”, bem como “três viadutos (ambas alternativas): viaduto do Bougado, viaduto da Coelha e viaduto sobre o rio Trofa”.

Está ainda prevista a reabilitação das antigas estações do Muro e Bougado, bem como a construção de parques de estacionamento nas estações de Muro, Serra, Pateiras e Interface Trofa e um “projeto de regeneração urbana na zona da estação Paços do Concelho”.

Quanto à estação do Muro, ponto de encontro entre Metro do Porto e futuro metrobus, prevê-se “uma SET (Subestação de Tração) e um PDT (Posto de Transformação) para fornecer energia à linha de Metro e servir também os carregadores elétricos do BRT”, uma área operativa situada no interior da área “destinada à circulação e regulação horária dos BRT”, e “a jusante da estação foi previsto espaço para o estacionamento de duas unidades de metro”.

A estação Paços do Concelho, apesar do nome, ficará a cerca de 350 metros da sede do concelho e fica inserida numa zona “ocupada principalmente por armazéns logísticos e armazéns de grande escala, intercalados com pequenas zonas verdes e terrenos não edificados”, sendo projetadas “vias urbanas que ligam a Travessa das Indústrias, a Rua entre Linhas, a Rua Raúl Brandão e a Rua de Afonso de Albuquerque”.

Depois, o traçado inflete para oeste em direção ao Túnel da Trofa, com 523,5 metros, e até à estação Trofa Sul, junto à Estrada Nacional 14, seguindo depois caminho para o Interface Trofa, na estação ferroviária.

Segundo o estudo, “o local de implantação aproveita a envolvente do atual nó intermodal ferroviário, ocupando o espaço onde se encontra o estacionamento existente da estação de comboio, que será reconfigurado para permitir a implantação do novo conjunto”, tendo sido estudadas três alternativas de parque de estacionamento “para compensar a perda de vagas existentes, garantindo um total de 220 lugares, cuja decisão será posteriormente tomada”.

A linha já tem financiamento assegurado através do programa de fundos europeus Sustentável 2030, que tem 225 milhões de euros para esta linha e para a de Gondomar.

Em janeiro de 2026, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, revelou que a empresa tem 100 milhões de euros de financiamento garantidos, mas não esclareceu a que percentagem do valor total necessário para obra isso corresponde.

O concurso de conceção e construção destas duas linhas será lançado durante o ano.

“Tentaremos tudo para que seja ainda na primeira metade do ano. Se resvalar, será apenas um ou dois meses”, acrescentou.

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