Indicadores como o dióxido de azoto, o benzeno e o dióxido de enxofre mostram melhorias.

A qualidade do ar na região Norte tem evoluído “de forma positiva” no período 2014-2024 em vários indicadores, indicam relatórios hoje divulgados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Segundo os relatórios relativos aos períodos 2014-2021 e 2020-2024 do trabalho de monitorização da qualidade do ar na região, indicadores como o dióxido de azoto, o benzeno e o dióxido de enxofre mostram melhorias.
“O dióxido de azoto apresenta uma tendência global de redução, sobretudo em zonas urbanas de tráfego rodoviário, refletindo mudanças na mobilidade e nas políticas ambientais”, pode ler-se em comunicado que dá conta das principais conclusões.
Em sentido inverso, o ozono “permanece um dos principais desafios”, com “excedências recorrentes do objetivo de longo prazo, sobretudo em zonas rurais, refletindo padrões regionais e sazonais”.
Quanto às partículas inaláveis, estas registam valores médios anuais dentro dos limites legais, embora o tráfego, a indústria e fenómenos naturais, como incêndios ou poeiras provenientes do norte de África, façam com que se registem, por vezes, “excedências pontuais”, ainda que também aqui tenha ocorrido baixa eficiência na recolha de dados.
Quanto ao benzeno e ao dióxido de enxofre, ambos medidos apenas em uma estação, constatam-se concentrações baixas destes poluentes no ar, “sem exceder os valores limite”, resultam das medições.
Os relatores levantam reservas quanto à capacidade de uma análise global dos dados, uma vez que “a eficiência de recolha de dados foi globalmente reduzida ao longo do período considerado, em particular nos anos de 2020 e 2021, o que limita a robustez estatística da avaliação efetuada”.
“Embora os padrões temporais e espaciais observados sejam consistentes com o comportamento esperado dos principais poluentes atmosféricos analisados, os resultados devem ser interpretados com prudência, sobretudo no que respeita à avaliação quantitativa da evolução temporal”, pode ler-se na síntese do relatório relativo a 2020-2024.
Entre o trabalho levado a cabo na última década está a renovação de estações e equipamentos de recolha de dados, permitindo melhorar, sobretudo a partir de 2021, a capacidade e qualidade da monitorização, com 21 estações geridas pela CCDR-N na região, além de uma outra da Agência Portuguesa de Ambiente (APA).
“Até 2021, a rede de monitorização enfrentava limitações significativas devido à obsolescência de equipamentos. A partir de 2022, a modernização permitiu melhorar de forma clara a qualidade e a consistência dos dados disponíveis”, pode ler-se no comunicado.